24-novembro-2011
Em levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, a cidade de Juiz de Fora registrou no mês de setembro de 2011 a criação de 1281 postos de trabalho. Entre as atividades econômicas pesquisadas, serviços e comércio lideraram o ranking de empregabilidade.
O bairro Poço Rico não fica distante desta realidade. Apesar de abrigar empresas como a Esdeva, a sede do Grupo Solar Comunicações, Frotanobre, entre outras, a oferta de emprego, em sua maioria, está no setor terciário, em estabelecimentos como padarias, açougues, locadoras de filmes, salões e mercados.
Localizado no sudeste de Juiz de Fora, o Poço Rico levou muitos anos para se desenvolver, seus terrenos eram pouco valorizados na cidade, lá se localizavam o depósito de lixo, o Matadouro Municipal, dois ou três curtumes, o Asilo de Mendigos e as Casas da Banha. Com o passar dos anos e o crescimento da cidade, o bairro foi se desenvolvendo e um pequeno comércio ganhou espaço.

O mercado de trabalho no Poço Rico oferece principalmente oportunidades no setor terciário
24-novembro-2011
Há 3 anos, mais precisamente no dia 19 de janeiro de 2009, foi instituída uma nova política de assistência social em nível nacional. Como uma das consequências, foram criadas unidades do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), com o objetivo de atender grupos focais. Em Juiz de Fora, os grupos atendidos são “o idoso e a mulher”, “infância e juventude” e “população de rua”. A unidade destinada aos moradores de rua está localizada na rua Osório de Almeida, no bairro Poço Rico.
Um efeito colateral da instalação do Creas no bairro é o aumento do número de moradores de rua que são atendidos. O centro conta com abordadores (pessoas responsáveis por abordar moradores de rua e apresentarem o Creas a eles) e educadores com o objetivo de reinserir o morador de rua na sociedade. Lá, eles recebem almoço e lanche, tomam banho, ganham roupas, fazem oficinas de arte. Além disso, são ajudados com passagens (caso queiram voltar para suas cidades) e tem sessões dos Alcoólicos Anônimos (AA). O abordador Flávio Lúcio da Silva afirma que “99% dos usuários do Creas são dependentes químicos”. Ele diz ainda que “o jovem começa na ‘farrinha’ e tem a vida estragada pelo álcool e pela droga. A gente não tem aqui só gente que sempre foi morador de rua, também tem comerciante, motorista, pessoas de bem que acabaram se perdendo”. (mais…)
24-novembro-2011
Moradores da Vila São Jorge vivem à beira da linha do trem e enfrentam problemas de infraestrutura e segregação
Quem conhece o Poço Rico sabe que o bairro é tradicional e um dos mais antigos de Juiz de Fora. O bairro tem seu espaço dividido entre residências de famílias de classe média e centros empresariais. Mas em meio a todas as curiosidades do local existe outro lado, que ultrapassa os limites da rua principal, a Osório de Almeida.
Entre as ruas Duque de Caxias e Professora Corina Herse fica a Vila São Jorge, que está localizada às margens da linha férrea. Há mais ou menos cinquenta anos, a Vila era uma granja cheia de trilhos, que com o passar do tempo foi loteada e vendida às famílias, que atualmente vivem no local. (mais…)
24-novembro-2011
O bairro Poço Rico iniciou seu processo de habitação após a chegada de algumas fábricas. Com características de um centro industrial, foram instaladas no bairro empresas de diversos gêneros as quais ocuparam boa parte do espaço local. Atualmente o Poço Rico ainda mantém algumas indústrias em sua malha comercial, como o Grupo Solar e a Viação Frota Nobre, duas das empresas que realizam suas atividades no bairro juizforano.
Localizado entre as margens da linha férrea e do rio Paraibuna, na região centro-leste da cidade, o Poço Rico abrigava uma fábrica de banha e uma cervejaria, que, segundo relatos da moradora Gloria Barbosa, 78 anos, foram as primeiras indústrias a se instalarem no local. “Aqui era caminho da estrada União Indústria, e as fabricas eram as únicas construções. Neste período a arquitetura que temos aqui hoje não existia, havia poucas casas”, informa a moradora. Devido à existência de três pontes que faziam parte da estrutura do bairro, o Poço Rico foi chamado, durante um período, de Três Pontes, pois, por causa do rio Paraibuna, a região juizforana teve que se adaptar para possibilitar a locomoção dos trabalhadores e moradores do bairro. Com o desvio do rio, permaneceu apenas uma ponte.
24-novembro-2011
O Poço Rico é um bairro de classe média e média baixa, localizado próximo à margem do rio Paraibuna e cortado pela linha férrea da MRS Logística. Diferente da maioria dos bairros de Juiz de Fora, o Poço Rico tem uma topografia mais plana, em virtude de ter sido uma região de várzea. Ele é majoritariamente residencial, com pouco comércio e algumas fábricas. Muitas são as histórias que narram a origem do bairro em Juiz de Fora. Alguns dos antigos moradores contam que inicialmente o local servia de passagem para o desbravador Garcia Paes encurtar a viagem ao Rio de Janeiro. A ocupação por moradores teria começado por volta de 1849, na Fazenda de Francisco Ribeiro de Assis ali localizada. Outros já relatam que as primeiras famílias chegaram para trabalhar na fábrica de cerveja, fundada em 1881 por Francisco Freesz e Antônio Freesz, na Rua Osório de Almeida.
No início da fundação do bairro por lá passava parte estreita do Rio Paraibuna que praticamente todos os anos, no período chuvoso, acabava transbordando e causando muitos transtornos aos moradores. Em 1940 em uma dessas enchentes, todas as casas localizadas na parte baixa do bairro e parte da região central da cidade, foram invadidas pela água, muitas pessoas perderam tudo o que tinham e diversas casas foram condenadas. Uma devastação que marcou a vida e a história do bairro e de seus moradores. Após esse episódio, o rio acabou sendo desviado, e a população deixou de ser prejudicada pelos alagamentos constantes.
24-novembro-2011
Poço Rico um bairro que é referencia em assistência social
Os projetos sociais do bairro ajudam pessoas carentes de toda a região centro oeste da cidade.
O bairro Poço Rico está localizado na região centro oeste de juiz de fora, é geralmente considerado um bairro de classe média. Mesmo assim, essa tal classe média convive com muitos problemas sociais no seu dia a dia. Diante disso, foram criados no bairro programas sociais que beneficiam a população carente da redondeza, inclusive a comunidade da Vila São Jorge, a parte mais necessitada do bairro.
A igreja católica Menino Jesus de Praga trabalha com a comunidade da Vila São Jorge a fim de promover a integração social através do trabalho. O programa Construindo o Bem Viver ensina a alguns jovens da comunidade a produzir doces e salgados em uma cozinha industrial localizada no salão paroquial da igreja. (mais…)
1-outubro-2011
Diversas motivações levam alunos a abandonarem os bancos escolares em Juiz de Fora.
No Brasil, apenas 72% dos alunos conseguem concluir o ensino médio e, a distorção série/idade nesse período de ensino também é elevada, apenas 45,5% dos alunos se situam na faixa adequada. De acordo com os dados do INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, de 2010, é no ensino médio que ocorre o maior índice de evasão escolar. A realidade em Juiz de Fora não é diferente. No ano passado, 21,5% dos alunos no ensino fundamental não correspondiam idade à série cursada. No ensino médio, o número sobe para 30,3 % dos alunos em distorção série e idade.
Por diversos motivos, os jovens são levados a abdicarem da educação escolar. O ajudante de lanchonete Igor Morais, 17 anos, estudou até a sétima série na Escola Municipal Marcos Freesz situada no bairro Eldorado. Hoje, Igor evadiu o ensino e se voltou para o trabalho, relatando a dificuldade de associar as duas jornadas. “Eu tenho que trabalhar! Meus pais não têm condições de me bancar, além de termos dificuldades de administrar o orçamento domiciliar. Com isso, me senti na hora de começar a trabalhar para eu ter minhas coisas. Eu não conseguia prestar atenção nas aulas. Quando eu ia, eu só dormia. Preferi parar durante um tempo, mas estou sem animo para voltar.” O ajudante conta ainda que a separação dos pais foi um marco em sua vida. “No ano em que meus pais se separaram, eu repeti na escola. Fiquei desanimado!”
Turmas de alunos com idades diferentes
Distorção série/ idade nas escolas de Juiz de Fora
30-setembro-2011
A trajetória, os resultados e a repercussão da greve
No ano de 1917, o Brasil viu sua primeira grande greve de trabalhadores acontecer. Nessa ocasião, os ganhos financeiros dos empresarios da cidade de São Paulo foram completamente paralisados pelo movimento operário, que inspirado por ideias socialistas, reivindicava, dentre outras coisas, melhores salários e condições de trabalho. Os trabalhadores foram duramente rechaçados e reprimidos pela policia, seus líderes presos e os objetivos mais imediatos do movimento não foram conseguidos. Mas mesmo assim, a greve se espalhou e inspirou trabalhadores de várias gerações a reivindicar seus direitos e lutar por melhores condições de trabalho sempre que julgarem necessário.
Esse ano, Juiz de Fora foi palco de várias greves. Algumas ainda estão acontecendo, como a dos bancários. Algumas já se resolveram, como a dos policiais civis e dos médicos. Mas
talvez, a greve que tenha tido mais impacto na população tenha sido a greve dos professores da rede municipal. (mais…)
30-setembro-2011
Onde buscar qualidade: na loja ou no produtor
Se nos distanciamos então da principal cidade da Zona da Mata, essa é uma realidade cada vez mais comum. Saindo de Juiz de Fora, percorremos 38 km pela BR 267 sentido Leolpoldina e paramos em Bicas. O município de quase 14 mil habitantes preserva características comuns a qualquer pequena localidade brasileira. Além da tradicional igreja matriz de São José e a pracinha central – símbolos presentes em quase todos os municípios mineiros – os moradores mantêm a tradição de comprar vários produtos diretamente do produtor rural.
Este é o caso do comerciante José Claudio Maurício Júnior, 42 anos, que não dispensa o queijo da feira, comprado toda a semana. “Nunca tive problemas na feira, além de consumir um produto de qualidade, lá sou muito bem servido”, afirma. Além do queijo, o comerciante enumera outros produtos: peixe, frango, massa para lasanha e doces. José Cláudio aponta a praticidade como um dos motivos que o faz escolher este tipo de produto. “Eu vou na feira e já compro tudo que preciso, e tudo muito fresco, bem limpo. Além de higiênico é mais prático. Lá pelo menos você vê como o produto é manipulado”.
30-setembro-2011
Juiz de Fora é uma cidade com grandes problemas de acessibilidade. Mas a esperança dos deficientes não está apenas nos projetos, mas sim na conscientização das pessoas.

José Wilson mora em Juiz de Fora há 6 anos e enfrenta diariamente os problemas da falta de acessibilidade
“Quando não nos garantem o direito de ir e vir, ficamos imóveis como cidadãos”. As palavras do aposentado José Wilson Pereira, de 38 anos, definem um problema vivido diariamente. Ele é deficiente físico e depende das cadeiras de roda desde que nasceu. Segundo ele, andar pelas ruas de Juiz de Fora é um grande desafio que, apesar das recentes melhorias, está longe de ser ideal.
Assim como Wilson, outras 72 mil pessoas também possuem algum tipo de deficiência na cidade, de acordo com o Censo 2000 (último que declarou esses dados). Isso representa 14,5% da população de Juiz de Fora. Um número expressivo e que, possivelmente, aumentou nesses últimos 11 anos.
Para se adaptar a essa parcela da população, a prefeitura de Juiz de Fora tem buscado equipar e preparar a cidade nas possíveis formas de acessibilidade, para garantir os direitos das pessoas com deficiência física e mental. Uma das principais medidas foi a criação do programa JF Acessível, vinculado ao Núcleo de Atendimento Especial à Pessoa com Deficiência (Naepd), serviço oferecido pela Secretaria de Assistência Social (SAS). A proposta é exatamente interferir e nortear as políticas públicas a favor do deficiente físico. (mais…)
Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Prof. Dr. Bruno Fuser
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