27-agosto-2010
Dúvidas! Esta é uma palavra que faz parte do dia a dia da maior parte dos universitários brasileiros. Muitos se questionam sobre o futuro profissional e sobre a carreira que escolheram. Quem já passou pela universidade sabe muito bem como é isso. Em um mercado dinâmico e exigente, os jovens se preocupam cada vez mais cedo em garantir a experiência que pode auxiliar na conquista de uma vaga na empresa dos sonhos. Durante os quatro ou cinco anos em que estão na universidade os jovens tem contato com oportunidades em diferentes áreas. Entre estágios, pesquisas e grupos de estudos, muitos estudantes optam pelas empresas juniores como meio de preparação para o futuro.

Felipe Fagundes acredita estar mais capacitado para o mercado
Essa foi a opção do estudante de Engenharia de Produção Felipe Fagundes que, desde dezembro de 2009, faz parte da Mais Consultoria JR. A empresa já recebeu vários prêmios regionais e nacionais de empreendedorismo, qualidade e inovação. Felipe, que atualmente é diretor de marketing, acredita que “a participação na Mais contribuiu para adiantar o crescimento profissional e pessoal que só viria com a experiência no mercado. Tudo isso graças aos treinamentos e contatos externos que as empresas juniores oferecem”. Grandes empresas mostram a valorização da experiência de gestão durante as seleções para programas de Trainees, e não escondem que querem profissionais com perfil de liderança e que querem aprender. (more…)
26-agosto-2010

Clínica odontológica da UFJF
Nesta época do ano muitos jovens estão concluindo seus cursos universitários e ingressando no mercado de trabalho. Esse período é relativamente confuso, pois para uns a formatura significa contratação e melhores salário. Já para outros se inicia um tempo de tormentas. E para o desespero dos novos profissionais há sempre um engraçadinho que faça uma piada: “Parabéns, agora você passou de futuro do país para problema social”. O tão temido desemprego assusta muitos, quanto mais aos recém despejados no mercado de trabalho.
Mas não é o caso da recém formada em Engenharia de Produção, Luciana Bellei, 24 anos, que afirmou não estar receosa em relação a esta nova fase de sua vida. “O mercado de Engenharia de Produção encontra-se bastante aquecido e diversificado. Os engenheiros recém formados vêm conseguindo boas colocações no mercado. O profissional formado pode assumir diversas áreas da empresa como: área de planejamento; financeira; operações; logísticas e até mesmo área de marketing. Com esse leque de opções sempre surge alguma coisa”.
28-junho-2010

Entrega de cestas básicas pela comunidade espírita A Casa do Caminho
Juiz de Fora (JF) é uma cidade que possui muitas opções para o trabalho voluntário. Um grande número de ações filantrópicas são desenvolvidas por pessoas que cedem algumas horas de seu dia para se dedicarem ao bem comum. São atividades focadas em áreas como a promoção da cidadania e saúde, ou o cuidado com crianças e adolescentes, idosos e pessoas com deficiência, além do combate à discriminação.
Só no portal ACESSA.com, que possui um grande cadastro de dados da região, em sua seção de instituições que defendem os direitos humanos, estão registrados atualmente 24 projetos que promovem a filantropia nas mais diversas áreas de atuação. Um bom número dessas instituições mantém suas atividades vinculadas a alguma religião ou crença espiritual.
No Brasil, o trabalho voluntário tem até lei que o regulamenta, trata-se da Lei nº 9.608/98. Segundo seu texto, “considera-se serviço voluntário, para fins desta Lei, a atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza, ou a instituição privada de fins não lucrativos, que tenha objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade”.
28-junho-2010
Ingressar na universidade vem sempre acompanhado de grandes transformações no cotidiano dos adolescentes. Para alguns, este é só o primeiro passo rumo à independência pessoal e financeira. E porque não correr atrás desses objetivos antes mesmo de se formar?
Por esses e outros motivos, muitos universitários têm dedicado parte de seu tempo a atividades diferentes de sua área de formação para conseguir aquela graninha extra. Ana Luíza Benatti, 20 anos, divide o tempo entre duas graduações – Direito e Jornalismo – e o trabalho de maquiadora, que começou no fim do ano passado. A idéia surgiu quando ela e uma amiga, Íris Muniz, estudante de Medicina, estavam de férias. “Queríamos sair, mas o dinheiro dado pelos nossos pais não dava para fazer tudo que queríamos”, explica Ana. (more…)
14-junho-2010
As oito horas diárias, em média, que trabalhadores do mundo inteiro dedicam ao seus empregos aumentam as chances de haver um relacionamento entre pessoas na mesma empresa. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, 25% dos funcionários de empresas já tiveram ou ainda têm algum tipo de relacionamento amoroso com colegas de trabalho. Essas pessoas acabam se identificando, pois passam pelos mesmos problemas, atuam na mesma área e têm gostos parecidos.
Foi o que aconteceu com Thanius Sarchis e Maristela Meireles. Além de estudarem juntos, os dois foram empregados na mesma empresa e trabalham juntos. O casal acredita que o segredo para conseguir conciliar namoro e trabalho é saber separar o lado profissional do pessoal. “Se minha namorada corrigir algo do meu trabalho, tenho que encarar isso como se outro colega do trabalho o fizesse, de maneira profissional. É perigoso levar para o lado pessoal”, comenta Thanius.
14-junho-2010
Em Juiz de Fora, muitos são os casos de desrespeito ao professor e a categoria confessa estar desmotivada. Flávia Rabelo, professora de uma escola do município, está afastada por motivos de saúde e declara não ter ânimo para voltar às salas de aula. “Já sofri agressões de todos os tipos por parte dos alunos. Já fui até roubada dentro de sala. Hoje estou fazendo tratamento para depressão e só volto a dar aulas porque realmente não posso ficar desempregada”.
Ciente dessa onda de violência dentro das escolas, o Centro de Pesquisas Sociais da UFJF coordenou um levantamento sobre o assunto. O resultado da pesquisa, intitulada Fala Juiz de Fora, saiu na semana passada e apontou que 47,2% dos professores já sofreram algum tipo de agressão.
31-maio-2010
Ser liberado do trabalho para acompanhar os jogos e torcer pelo Brasil longe de suas atividades. Essa vontade de muitos juizforanos a poucos dias da primeira atuação da seleção de Dunga na Copa do Mundo da África do Sul vem virando realidade na cidade. Isso porque diversas empresas, estabelecimentos comerciais e até mesmo serviços básicos, como Bancos e Correios, pretendem fechar suas portas durante as partidas, que acontecem em pleno horário comercial no mês de junho.

No centro da cidade, comerciantes poderão optar por abrir ou não as lojas durante os jogos
O assessor de Comunicação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF), Aurélio de Freitas, diz que é difícil antecipar o impacto na economia da cidade com a paralização de lojas e serviços, pois os empresários não têm uma regra a seguir no que diz respeito ao funcionamento. “O fechamento dos estabelecimentos comerciais nos horários dos jogos não será obrigatório, ficando assim, maleável a cada loja”, explica Aurélio.
Independente das lojas abrirem ou não suas portas, a CDL lembra que a situação deve ser trabalhada em comum acordo com os funcionários. ”É importante verificar a compensação de horas trabalhadas, por exemplo, caso as portas sejam fechadas, ou a manutenção do serviço”.
24-maio-2010
Na última terça-feira, dia 18, foram divulgados dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego informando que, em abril deste ano, o Brasil gerou 305.068 novos postos de trabalho, recorde para o mês, recorde para o primeiro quadrimestre e segunda melhor marca já registrada levando-se em conta todos os meses, somente atrás de junho de 2008 (309.442). Na contramão destes números, Juiz de Fora deparou-se com a redução no número de vagas do mês de março para abril. O saldo do quarto mês de 2010 ficou em 287 empregos, entre admissões e desligamentos. No mês antecedente haviam sido 587.
Juiz de Fora segue agora um panorama diferente do habitual. Acostumada com a concentração da criação de empregos no comércio e construção civil, a cidade só conseguiu esse saldo, que também está abaixo da taxa do estado, graças aos setores de serviços e indústria da transformação. O papel da indústria como criadora de oportunidades é vital. De acordo com o subsecretário da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (SPDE) da Prefeitura de Juiz de Fora, Jackson Moreira, “a indústria precisa ser a grande fonte geradora de oportunidades porque, geralmente, ela que paga os maiores salários”. (more…)
24-maio-2010

O bairro Alto dos Passos é o que mais sofre com a presença dos flanelinhas
Todos os dias, o arquiteto Thiago Queiroz, 24, vai de carro até o trabalho e estaciona seu veículo em frente ao escritório. No final do expediente sempre se depara com a mesma situação: guardadores de carros, conhecidos como flanelinhas, tomando conta do seu automóvel em troca de dinheiro.
A situação, rotineira na cidade, incomoda a muitos que acham um abandono do poder público, a presença destas pessoas. Os guardadores estão por toda a cidade, principalmente no turno da noite, nas regiões próximas as áreas com bares e restaurantes, além das portas de casas noturnas.
Thiago não concorda com a situação, “Acredito que dando dinheiro estou patrocinando o trabalho informal e principalmente colaborando com a criminalidade”. José Roberto, 28, que trabalha na Rua Machado Sobrinho, no bairro Alto dos Passos, é guardador de carros há oito anos e diz que compreende o fato das pessoas acharem um absurdo o seu trabalho. “Tem muito marginal, usuário de droga, que diz que toma conta de carro mas na verdade só quer dinheiro fácil. Eu estou aqui todos os dias, as pessoas já me conhecem e sabem que eu realmente tomo conta.”
Este problema está presente em várias cidades do Brasil, não é exclusivo de Juiz de Fora. “Várias cidades como Maringá e Sorocaba estão buscando uma solução para este problema, mas é uma questão muito complexa que não pode ser resolvida do dia para a noite” afirma o vereador José Figuerôa, que integra uma comissão composta pelo poder legislativo, a Secretaria de Assistência Social, a Settra, a Polícia Militar e ABRASEL/JF que busca uma solução para a situação dos guardadores de carro.
O medo é um fator que faz com que as pessoas paguem mesmo sem quererem, como afirma a empresária Lorena Matheus, 24, “Não acho certo ter que pagar por este trabalho, mas, me sinto ameaçada com o que pode acontecer depois, caso eu não dê o dinheiro”.
José Roberto diz que não ameaça ninguém, mas que sempre espera a colaboração de todos. Apesar das dificuldades do trabalho informal, de passar a noite na rua, o flanelinha diz que vale a pena. Ele que também trabalha como assistente de eletricista diz que consegue ganhar muito mais no trabalho da noite do que no trabalho do dia: “Trabalhando de dia, ganho R$ 125,00 por semana, já na noite ganho mais de R$300,00, fica difícil querer sair da noite”.
A primeira proposta apresentada pela Comissão para solução do problema foi a possível criação da Área Azul no período noturno. O vereador Figuerôa, que defende esta idéia, acredita que os próprios flanelinhas poderiam ser usados como funcionários da Área. No entanto, não são todos os integrantes que concordam com a medida. Para a Secretária de Assistência Social, Silvana Barbosa,que também é a favor da criação da área azul, o caso deve ser analisado com muita cautela, segundo ela muitos fatores devem ser levados em conta, “Se proibirmos basicamente sabemos que muitas famílias passarão dificuldades, é preciso diferenciar quem é o verdadeiro guardador de carros e quem está apenas aproveitando da situação”
19-abril-2010
Os estágios podem ser obrigatórios ou não, dependendo do plano departamental de cada curso. De acordo com a lei do estágio, a remuneração só é compulsória em caso de estágio não obrigatório. A coordenadora de estágios da UFJF, Eliete Aparecida Cunha, conta que o pagamento varia de R$100,00 a R$1.200,00.
A carga horária máxima permitida pela legislação federal é de até 30 horas semanais. Sendo no máximo, seis horas diárias. Eliete explica que o primeiro passo que os estudantes devem tomar para exercerem seus direitos é adquirir uma Apólice de Seguro. Logo em seguida, o aluno deve adquirir o Plano de Atividade e o Termo de Compromisso. Caso o estagiário tenha problemas na empresa em que trabalha, ele vai precisar dessa documentação para poder exigir seus direitos.
Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)
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