Arquivo da Categoria ‘Especiais’

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12-julho-2010

Parque Halfeld: múltiplas faces de um refúgio no coração da cidade

Thais Araújo, Geani Abreu, Fausto Vale, Juan Salomão e Mariana do Amaral Antunes

Parque Halfeld na década de 50

Parque Halfeld na década de 50

Local de passagem de muitos juizforanos em suas sagas diárias, o Parque Halfeld é um dos poucos refúgios verdes em meio ao mar de concreto da cidade. Construído para ser um espaço de entretenimento, o Parque ganhou múltiplas funções ao longo dos anos e hoje, além de passagem, é espaço de encontros, manifestações, lazer e até de comércio.

Parte integrante do dia a dia de quem passa, trabalha ou mora no centro da cidade, o Parque Halfeld é frequentado por diferentes públicos. Cada grupo que ali convive atribui ao local uma função diferente, tornando-o múltiplo e diverso.

Com papel fundamental para a História da cidade, o Parque também ajuda a construir a história de muitos juizforanos que encontraram no local uma oportunidade de trabalho. De pipoqueiros e sorveteiros a artesãos e jornaleiros, de tudo um pouco pode se encontrar, comprar e vender no Parque Halfeld.

Como é um dos poucos espaços que ainda preservam uma área verde na cidade, o local é alvo de muitas polêmicas em relação a conservação e limpeza. Cidadãos e autoridades vêm discutindo formas de preservar o local das intervenções humanas e das ações do tempo.

Parque Halfeld, 2010

Parque Halfeld, 2010

Por ser tão múltiplo, tanto pelo público que o forma, quanto pelas diversas funções desempenhadas por ele, o Parque Halfeld é a verdadeira representação da cidade de Juiz de Fora. É único para cada juizforano e recanto para todos!

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12-julho-2010

Cidadania e inclusão social: Portadores de necessidades especiais buscam mais do que programas e ações pontuais

Flaviane Soares, Adriano Vinício, Daniella Lisieux, Gabriela Hott, Lucas Porto e Thamara Gomes

Muitos conceitos e nomenclaturas já foram utilizados para fazer referência às pessoas que possuem algum tipo de necessidade especial, entretanto, o problema dessa classe não reside nisso mas na luta milenar pela inclusão social plena.

Segundo o artigo 3º do Decreto 3298 de dezembro de 1999, o qual regulamenta a lei 7853/1989, considera-se deficiência a perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade dentro do padrão considerado normal para o ser humano. (more…)

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5-maio-2010

Fim do mundo: do espetáculo ficcional ao perigo real

André Alvim, Bruno Lima, Bruno Quiossa, Gabriel Marson, Gabriella Praça, Hugo Delgado, Matheus Novaes e Paula Medeiros

Obra do pintor surrealista René Magritte simbolizando a véspera do fim do mundo.

Poucos assuntos mexem tanto com o imaginário popular quanto o temido fim do mundo. Assim como buscamos explicações para a origem de todas as coisas, também nos indagamos sobre como será o final. E haja filmes, profecias e previsões científicas nem um pouco animadores para o futuro de nossa espécie.

Se na vida real esse dia ainda não chegou, na ficção já presenciamos o acontecimento algumas dezenas de vezes – e, pelo jeito, gostamos da experiência. Lotamos as salas de cinema para assistir a produções cinematográficas repletas de efeitos especiais que simulam a tragédia do fim dos tempos. Os enredos trazem desde invasões extraterrestres até grandes catástrofes naturais, capazes de dizimar a humanidade.

A fúria da natureza, aliás, está longe de ser exclusividade de roteiros cinematográficos. Terremotos, furacões e enchentes provocam dramas bem reais nos mais diversos pontos do planeta. Isso sem falar no próprio homem que, muitas vezes, é co-responsável pelos danos sofridos, por atuar como um predador do meio ambiente. Poluição e desmatamento são alguns dos fatores que agravam essas catástrofes.

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3-maio-2010

O culto à imagem “perfeita” e suas implicações para a saúde

Felipe Muniz, Flávia Guerra, Lívia Laroqui, Mariana Colucci, Maruscka Grassano, Raruza Keara e Sarah Machado

A sociedade impõe o padrão de beleza e as pessoas começam a viver em função de atingir essa meta para serem aceitas. Quando a busca pela imagem “perfeita” pode causar danos à saúde? Essa cobrança atinge os gordinhos que não se encaixam por estarem acima do peso determinado como ideal. Eles fazem de tudo para emagrecer, dietas das mais variadas e quando não mantêm o peso que querem, apelam para os medicamentos e cirurgias, como a bariátrica.

Fisiculturistas ou vigoréxicos?

Fisiculturistas ou vigoréxicos?

Os padrões estabelecidos podem incomodar também os magros ou falsos-magros que também sofrem e estão tão insatisfeitos quanto os gordinhos. Para eles, o desafio pode ser maior do que se pensava, pois especialistas afirmam que é mais fácil perder peso do que ganhar. A ditadura da beleza não perdoa ninguém, nas clínicas estéticas, os tratamentos continuam para manter a aparência impecável. Os procedimentos podem ir dos mais simples, de cuidados com a pele até a cirurgias, como a lipoaspiração e a inclusão próteses de silicone.

Mas até que ponto toda essa procura por ter uma imagem perfeita é saudável? Essa obsessão pode se transformar em distúrbios psicológicos sérios como a vigorexia, bulimia e anorexia. E o mais grave, além de perderam a saúde muitas pessoas estão perdendo a vida, devido às conseqüências destes distúrbios que já podem ser consideradas doenças.

(Lívia Laroqui)

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4-dezembro-2009

De mãos dadas com a História: um panorama sobre a imigração alemã em Juiz de Fora

Amanda Fernandes, Ana Roriz, Arthur Daniel, Daisy Samia, Diogo Andrade, Hugo Delgado e Sarah Machado

Quando cruzaram o oceano em direção à terra brasileira, os 1193 germânicos, a bordo de cinco veleiros, certamente esperavam mudar de vida, começar do zero e realizar seus sonhos. Homens, mulheres e crianças tiveram a coragem e a esperança necessárias para dar início a uma fantástica aventura iniciada meses atrás nos portos de Hamburgo e Bremen, na Alemanha.
“Era uma saga quase que comum”, comenta Roberto Dilly, historiador e diretor do Instituto Teuto-Brasileiro William Dilly. Os trisavós de Roberto emigraram para o Brasil em uma daquelas cinco embarcações. Fizeram parte da primeira grande migração estrangeira do estado de Minas Gerais. O destino final seria a Juiz de Fora do ano 1858.

A Liga Católica formada por homens: filhos e netos dos primeiros imigrantes

A Liga Católica formada por homens: filhos e netos dos primeiros imigrantes

Emancipada de Barbacena em 1850 e constituída município seis anos depois, a região habitada às margens do Paraibuna era uma cidade-criança. Acompanhar seus primeiros passos e destacá-la no futuro seria a segunda parte da saga daqueles germânicos pioneiros. “Para se ter uma ideia do impacto que a colonização germânica causou nesta cidade, basta saber que Juiz de Fora, em sua área urbana, tinha 600 habitantes. De um dia para o outro, essa população praticamente dobrou”, completa Dilly.

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30-novembro-2009

As armadilhas do uso indiscriminado dos remédios

Gabriel Miranda

Daniela Canin, Larissa Schuery, Laura Giordano, Luciana da Silva, Natália Guedes, Pablo Ribeiro

O uso descontrolado de medicamentos, com ou sem avaliação médica é uma das consequências que a vida moderna apresenta no comportamento dos indivíduos. Essas práticas, aliadas ao alto teor de informações disponíveis a toda população gera, por exemplo, apreensões, cada vez maiores, de remédios falsificados em Juiz de Fora.

Além disso, o número de pessoas que se automedicam e que buscam alternativas à medicina tradicional também tem apresentado aumento. Tratamentos independentes têm se tornado comum. As indústrias farmacêuticas encontraram na publicidade um meio de tornar os produtos mais presentes no cotidiano das pessoas e, a partir daí, os medicamentos passam a ser mais uma necessidade da sociedade do consumo. O faturamento do comércio farmacêutico, no Brasil, ultrapassa os 30 bilhões de reais e, em Juiz de Fora, mais de 1.400 profissionais atuam nesta indústria.

Farmácia Universitária atrai público com preço abaixo do mercado

As novas maneiras de organização social aliadas aos avanços tecnológicos têm facilitado o acesso às informações e criado uma independência dos pacientes aos receituários médicos. Segundo o clínico geral, Humberto Tavares, a automedicação tornou-se uma prática cada vez mais recorrente. “As pessoas buscam nas farmácias e drogarias, uma solução rápida e não onerosa para o tratamento das doenças atreladas às novas rotinas do cotidiano, inclusive as denominadas doenças modernas.” De acordo com Tavares, essas doenças da modernidade, acompanham o crescimento das atividades humanas, como o excesso de trabalho e a correria do dia-a-dia.

O crescimento do comércio farmacêutico acompanha o uso indiscriminado que os consumidores fazem dos medicamentos. Essa prática tem levado as empresas a investir cada vez mais nestes espaços: entrega em domicílio, funcionamento 24 horas e oferta de serviços como alimentação e perfumaria são algumas vantagens oferecidas. O gerente farmacêutico, Filipe Castro, afirma que é grande a procura por outros produtos além dos remédios. “Para atrair os consumidores, a gente entrega na casa do cliente e procura investir em outras necessidades. Oferecemos revistas, cartões de telefonia, bebidas, alimentos e produtos de beleza.”

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24-setembro-2009

Freaks: o normal é ser diferente

Laila Hallack

Pablo: "não sofro preconceito, tenho meu estilo, mas sei passar seriedade"

“Se sou freak? Não defino meu estilo, apenas sou”. Assim, Pablo Monaquezi, 21 anos, mostra que tem atitude não só no jeito de vestir. Além das tatuagens e dos piercings, a maquiagem carregada, o corte de cabelo irreverente e os cílios postiços compõem o visual do estudante. Apesar de não gostar de rótulos, ele concorda que tenha um estilo diferente. “Uso o que me faz sentir bem, sei que sou diferente do padrão da sociedade. Às vezes isso choca as pessoas”, considera. Mas gosta de ressaltar que tenta ser o mais espontâneo possível e reconhece: só depois de amadurecer, seu estilo foi ganhando mais personalidade. “Já fui mais forçado, tentava ser de um jeito, mas não tem como. Devemos ser como realmente somos”.

Segundo ele, a sociedade impõe tantas regras e cobra tanto das pessoas, que quem não se encaixa acaba sofrendo. “Em Juiz de Fora as pessoas estão menos abertas a estilos diferentes, mas acredito que isso vá mudar com o tempo”, comenta. Freak, palavra do inglês que significa estranho, anormal, é usada para retratar todos as tribos diferenciadas.

Apesar de sua aparência, o estudante não pensa duas vezes e diz é igual a todo mundo. “Durmo, como, estudo, gosto de me divertir, como qualquer outro”, ironiza. Alguns dizem que ser freak é mais do que uma questão de estilo de se vestir, mas quando questionado sobre seus hábitos, Pablo diz que não faz nada que seja estranho. Logo depois reconsidera: “Talvez eu faça algumas coisas que outras pessoas nem sequer pensariam”.

Pablo em uma foto mais antiga: "Já exagerei e tente ter um estilo que não é meu"

Pablo em uma foto mais antiga: "já exagerei e tentei ter um estilo que não é meu"

Assim como Pablo, outros jovens fazem questão de ser irreverentes na maneira de vestir e agir. Freaks ou não, eles sofrem preconceito e recebem olhares curiosos. Mesmo assim, permanecem buscando formas de se diferenciar e manter um estilo que chame mesmo a atenção. Nessa reportagem especial, procuramos desvendar um pouco o curioso mundo dos freaks. Confira!

Eles ainda não se acostumaram

Música, estilo e atitude

Cultura japonesa influencia jovens juizforanos


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23-setembro-2009

Mídia e Poder em Juiz de Fora

Fellype Alberto

Acontece em Brasília, nos dias 01, 02 e 03 de dezembro deste ano, a Conferência Nacional de Comunicação, mas antes que ela ocorra, teremos em Juiz de Fora a I Conferência Municipal de Comunicação. Portanto, é este o momento de conhecermos um pouco mais das mídias atuantes em nossa cidade. É hora de analisar quem são as figuras que detêm o poder da informação e de que forma o fazem. Sejam veículos impressos, rádios ou TVs. Nesta reportagem especial estaremos analisando nos diversos meios de comunicação de que forma eles agem e como a sociedade juizforana é representada nestes veículos.

Não poderíamos deixar de discutir a regulamentação e em que medida estes veículos são responsáveis pela informação que divulgam. Até que ponto são aceitos juridicamente, que infrações às leis eles cometem. A mídia já derrubou presidentes e já os elegeu também. Qual será então a verdadeira dimensão do seu poder?

Você acompanha tudo isso nas matérias abaixo:

I Conferência Municipal de Comunicação

Qual a relação das rádios juizforanas com o poder?

As questões políticas e sociais das TVs

A influência dos três poderes nos veículos impressos de Juiz de Fora

O ponto de vista legal da comunicação

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1-julho-2009

Próxima parada: feira-livre

Francislene de Paula, Guilherme Fernandes, Marcello Machado, Patrícia Mendes e Thais Torres

Feira em 31/05/1968 - foto do jornal Diário da Tarde

Feira em 31/05/1968 - jornal Diário da Tarde

No ano de 1968 a maior feira-livre de Juiz de Fora começou a ganhar vida às margens do rio Paraibuna. O então Departamento Autônomo de Turismo (DAT) do município era responsável pela organização da feira e tinha prioridade na exploração das barracas, cobrando aluguel e uma taxa por sua localização. O DAT também era responsável pela montagem das barracas e padronização das lonas. 12 operários eram designados para a função.

41 anos depois a feira continua lá. Poucas são as mudanças percebidas. Talvez a mais significativa seja a divisão entre a parte legalizada e a parte onde de tudo se encontra. Tudo mesmo! A responsável pela gestão da parte regulamentada, à esquerda do rio Paraibuna, é a Secretaria de Agropecuária e Abastecimento, que cobra as taxas e fiscaliza a feira. Já do outro lado, vale tudo. Antigamente, periquitos da sorte liam o destino dos passantes. Hoje, quem precisa de uma peça de liquidificador, de um carregador de celular ou de uma máquina de escrever, não precisa se preocupar, pois na feira certamente encontrará o que necessita. (more…)

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30-junho-2009

Mendicância e indigência em Juiz de Fora

Antonio Celestino, Flávia Paravidino, Igor Cupertino, Liliane Turolla e Rodrigo Lobão

João Carlos, migrante vindo de BH

João Carlos, migrante de BH

Juiz de Fora possui cerca de 745 pessoas vivendo em condições de indigência. Elas vivem nas ruas pedindo esmolas ou exercendo algum tipo de subemprego. O catador de papelão João Carlos Ribeiro (foto ao lado) veio de Belo Horizonte e dorme na rua. Ele pede esmolas e ganha apenas R$ 0,50 pelo quilo de papelão. Para tentar resolver casos como esse, o poder público conta com a atuação da Associação Municipal de Apoio Comunitário.

Na cidade, os indigentes ainda podem recorrer ao auxílio de entidades religiosas. Algumas organizações não-governamentais também prestam ajuda. O trabalho voluntário é feito para amparar o morador de rua, dando-lhe alimento e instrução. Essa ajuda é importante, pois muitos dos mendigos ainda enfrentam transtornos mentais.

A preservação da integridade do cidadão gera debate jurídico tanto sobre os direitos de quem pede quanto dos de quem é abordado. Até mesmo os pedintes que exercem alguma atividade são acusados de cometer a mendicância disfarçada.

A indigência levanta também a questão da responsabilidade social. Cientistas estudam o fenômeno pelo qual os pedintes são ignorados pela sociedade, na invisibilidade social. Entre os que notam a existência dessas pessoas, ainda há a barreira da dúvida sobre o destino do dinheiro arrecadado, o que divide a opinião pública.

Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)

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