26-abril-2010
Quem passa pela Igreja da Glória, na Avenida dos Andradas, não imagina quanta história está guardada dentro de sua biblioteca. A Biblioteca Redentorista, criada em 1946, reúne um dos acervos mais importantes da região. Criada para dar suporte aos cursos de Teologia e Filosofia, que antes eram realizados no seminário do bairro Floresta, a biblioteca ficou no bairro de mesmo nome até a década de 70, quando foi transferida para o lugar que ocupa até hoje. Nessa época, os cursos foram transferidos para a UFJF.
O padre Luís Carlos, atual responsável pela biblioteca, conta que o local busca uma aproximação com outras áreas, principalmente entre os cursos da UFJF. Luís Carlos explica, que pelo fato da maior parte do acervo ser da área de humanas, o contato é mais estrito com alguns cursos. “Tivemos recentemente uma semana dedicada a cada curso. Tivemos a semana da teologia, da literatura, psicologia. Também temos uma ligação forte com o curso de Ciências Sociais”, afirma. (more…)
26-abril-2010
Nos séculos XIX e XX estudos na área da psiquiatria mostraram que pessoas com transtorno mental realizavam criações espontâneas como produções plásticas e expressões artísticas em pinturas. Na atualidade, a “Arte dos Loucos” desperta a discussão sobre o trabalho realizado por pessoas com transtorno mental ser artesanal ou artístico, ou seja, ser resultado do processo terapêutico ocupacional ou ser manifestação estética.

O grito de Edward Munch: Para críticos de arte a obra retrata a realidade interior e os medos do pintor
Segundo Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, a criatividade humana é uma função psíquica, que estrutura o pensamento, capacidade natural a qualquer mente humana. Durante o século XX outras pesquisas sobre esta questão resultaram no uso de técnicas artísticas junto à pacientes com sofrimento mental. As leis antimanicomiais pelo mundo a fora, estudos em torno de terapias ocupacionais e o surgimento de entidades em apoio à reintegração social dos loucos à sociedade colaboraram significantemente com a difusão desta prática.
Ao longo da história da produção de imagens de caráter estético, as múltiplas expressões visuais se confundiram, fazendo profissionais da área das artes discutirem se de fato é possível uma separação entre arte e artesanato. E se é possível distinguir “Arte dos Loucos” do conceito arte. Ângela Brandão,professora do Instituto de Artes e Design da Universidade Federal de Juiz de Fora ( IAD- UFJF) garante “que não existem critérios estéticos precisos para classificar o que seja arte e o que seja ’simplesmente’ artesanato”. Ela dá o exemplo da cestaria indígena e aponta que é impossível determinar onde termina a função do cesto como objeto para armazenar mantimentos e pertences e onde começa a função simbólica das formas geométricas do trançado na cestaria.
A doutora ainda cita o trabalho do pintor francês Jean Dubuffet. Este criou o conceito de arte bruta que nutre vários projetos na busca pela essência da arte justamente por pessoas que não tenham passado pela formação como artista, como os loucos, crianças e bêbados. Ao concordar com o pintor francês, Brandão defende que “não há como falar de arte feita por loucos, como não se pode falar em arte feita por pessoas que sofrem de artrite.” Mais
19-abril-2010

Teatro Academia de portas abertas para o folclore
Apesar do nome, é a primeira vez que a Estação Palco se apresenta em um teatro. A peça Contadores de Histórias foi produzida com o apoio da Prefeitura de Juiz de Fora e Funalfa, através da Lei Murilo Mendes, entre os projetos escolhidos na área de Artes Cênicas em 2010. A estréia especial foi no palco do Teatro da Academia, construído em 1926 e restaurado em 1995.
Com o slogan, “uma boa história não tem idade”, desde o dia 10 de abril o elenco formado pela produtora do Estação Palco, Cintia Brugiolo e os também atores e cantores Lella Ganimi, Renata Delage, Ronan Lobo, Sillas Magnum e Talita Garcia apresenta o espetáculo dividido em três blocos, marcados pelo folclore.
Para a diretora de produção Cintia Brugiolo, “a peça é um convite à arte de ouvir, além de suas próprias vozes, os sussurros da infância do homem, quando a sabedoria era produto da experiência e se passava de boca em boca, de pai para filho. A arte de ouvir o que o nosso folclore e nossas tradições dizem, ainda hoje, sobre nosso medo, nosso modo, nosso mundo, nossos mares interiores”.
O grupo tem uma sede própria, a Casa de Cultura Estação Palco, situada no bairro Santa Catarina, um espaço destinado à criação, produção e difusão da arte e da cultura em Juiz de Fora e região. Os trabalhos desenvolvidos englobam grupos teatrais, cursos e capacitação de artistas, casting de atores, noites culturais e teatro empresarial.
No próximo final de semana, sábado e domingo, às 19h, será realizada a última apresentação da peça Contadores de Histórias no Teatro da Academia, Rua Halfeld 1.179 – Centro. Outras informações e ingressos pelos telefones: (32) 3216-7773 ou 2102-7718.
18-abril-2010

Human Figurative é a nova exposição em cartaz na Casa de Cultura da UFJF.
“Figurativo humano: não se trata necessariamente de você olhar para uma figura e ver um elemento com o qual você se identifica, mas sim se identificar sentimentalmente e intelectualmente. Parar para pensar e analisar o que você está fazendo para os outros e para si mesmo”. Essa é a maneira como o artista plástico Luiz Gonzaga define sua mostra Human Figurative, que está em cartaz na Casa de Cultura da UFJF até o dia 22 de maio.
Luiz Gonzaga conseguiu através de linhas finas e expressivas e utilizando técnicas como o nanquim, o bico de pena e o preto e branco retratar as diversas formas de manifestações do ser humano. Com isso, o artista refletiu um pouco daquilo que o ser humano vive nos dias de hoje. “A intenção com essas obras é trazer uma reflexão sobre o que passamos nessa era da informação em que vivemos. No mundo de hoje recebemos muita informação, mas mesmo cada um reagindo de forma diferente a cada informação, acredito que no fundo somos todos iguais”, explica.
Segundo o coordenador do Núcleo de Trabalho e Cultura da Casa de Cultura da UFJF, Fabrício Carvalho, a exposição traz em seu ponto forte tanto a técnica utilizada, como também a proposta das obras. “Ao mesmo tempo que ele trabalha com um pouco de ilustração, as figuras apresentam uma forte crítica ao excesso de informação e à rapidez do tempo. Por ele ser um artista de Juiz de Fora, seu trabalho encaixou muito bem na proposta da Casa de Cultura, que representa um espaço aberto para pessoas que estão iniciando sua carreira artística”, analisa Fabrício Carvalho. (more…)
12-abril-2010
O projeto Musicamam iniciou ontem, 11, a temporada de shows 2010 com a apresentação Líricas de Sinhá. O show, que ocorreu no palco do anfiteatro do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), marcou o encontro entre a banda juizforana Matilda e a cantora cearense, radicada em São Paulo, Cris Aflalo.
A banda Matilda começou o show com a suavidade lírica de músicas que retomavam o regionalismo mineiro, depois passou para os gêneros maracatu e samba. A percussão apresentou sonoridades que iam do tambor ao pandeiro. A banda também apresentou além de músicas autorais, o trabalho de compositores locais como Dudu Costa, Ester Aguilar e Lucas Soares.
À medida que a mistura de diferentes ritmos ocorria nas melodias e letras, a platéia, que lotou o anfiteatro do MAM, se animava. Quando Cris Aflalo foi convidada a subir ao palco, o público intensificou suas reações de animação. O quarteto Matilda parecia receber uma nova integrante, uma vez que cumplicidade e afetividade entre elas era evidenciada por elogios e manifestações de carinho. Cris Aflalo declarou que reconhecia no grupo Matilda “quatro irmãs de alma”.
A apresentação de Cris Aflalo foi marcada pela sua desenvoltura no palco e sua espontaneidade artística. Aflalo cantou músicas do Matilda e foi também acompanhada pelo grupo em suas canções autorais Pisa no Pilão, Mamãe baiana e Finzinho da Chuva. O ritmo vindo do nordeste levantou o público.
Cris Aflalo tem em sua música referências familiares, ela é neta do compositor e músico cearense Xérem. Em 2004 foi indicada ao Prêmio Tim de Música na categoria melhor cantora regional ao lado de Elba Ramalho e Margarteh Menezes.
O encontro musical entre Matilda e Cris Aflalo resultou na composição da música Ver a cor de morrer o sol, que foi desenvolvida no sábado, 11, dia da chegada de Cris Aflalo à Juiz de Fora. Momentos antes ao fim do show, a música foi apresentada ao público.
Mais:
Por mais música: Público prestigia encontro musical
Mistura rítmica conquista Juiz de Fora e região
11-abril-2010
O filme “Chico Xavier” estreou no dia 2 de abril. O longa metragem narra a trajetória de vida do maior médium brasileiro, que viveu 92 anos, trazendo a tona perguntas como: Os espíritos existem? Porém o filme mostra a luta e o amor de uma pessoa que para os admiradores foi um grande santo, mas para os descrentes uma pessoa no mínimo intrigante.

Irie Salomão, diretor da Casa do Caminho, aponta o filme como mobilizador social.
Em sua primeira semana de exibição o longa brasileiro, bateu os recordes de bilheteria em estréias de filmes nacionais desde 1995. Em um final de semana o filme do médium Chico Xavier alcançou a marca de 590 mil espectadores, superando os 570 mil de “Se eu fosse você 2”, sendo que no ano de 2010 ele foi a segunda melhor estréia em território brasileiro perdendo apenas para “Avatar”. O longa teve um lançamento de grandes proporções, foram 340 cópias e exibição em 377 salas de cinema em todo território nacional, o seu orçamento foi de R$ 12 milhões, um filme bem caro para a realidade do país.
Na comunidade espírita de Juiz de Fora uma palavra marcou a estréia do filme, aceitação. O diretor da Casa do Caminho Irie Salomão, nos dá sua opinião a respeito do filme.
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29-março-2010
Em comemoração ao Dia Internacional do Teatro, 27 de março, o grupo de teatro Divulgação realizou neste final de semana o seminário Os caminhos do teatro, no Forum da Cultura. O seminário chegou à sua vigésima quinta edição este ano. O evento começou às 10:00h de sábado com um breve discurso do pró-reitor de pesquisa e graduação da UFJF, Romário Geraldo. Em seu discurso, Romário afirmou que o reitor da UFJF está “imbuído de vontade de fazer reformas no Forum da Cultura” e foi aplaudido pelo público presente quando disse que levaria a Henrique Duque a necessidade de um sistema de circulação no Forum para amenizar o forte calor no local.
O evento, que se estendeu entre as manhãs e tardes de sábado e domingo, contou com a participação de diversos palestrantes conhecidos do ramo teatral, como o ator, diretor e dramaturgo Jota Dangelo. O dramaturgo aproveitou o seminário para lançar seu livro, Os anos heroicos do teatro em Minas. Jota Dangelo contou que o caminho do teatro em Minas Gerais foi tortuoso, comentou sobre a dificuldade de se montar uma escola de teatro em Belo Horizonte e fez observações sobre diversos grupos de teatro que conheceu entre os anos de 1950 e 1990, período que o livro aborda. O dramaturgo elogiou a iniciativa do Grupo Divulgação de registrar suas memórias, ressaltando que o livro foi escrito através de experiências próprias, não havendo registros históricos de outros grupos. Ainda no sábado de manha, o ator em cinema, TV e teatro, Benvindo Siqueira divertiu o público presente com sua palestra sobre os caminhos do teatro pop. (more…)
22-março-2010
Na noite da última quarta-feira, 17 de março, foi lançada no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) a exposição “Mulheres: Juiz de Fora – 160 anos”. A exposição organizada pela Funalfa marca as comemorações do mês da Mulher, e dá início as festividades do aniversário de 160 anos da cidade que serão completados no dia 31 de maio.
A exposição exibe fotografias de mulheres de várias áreas da sociedade juizforana que se destacaram por seus trabalhos. E para escolher esse grande número de mulheres, o trabalho de pesquisa foi grande. O superintendente da Funalfa, Toninho Dutra, ajudou na escolha de alguns nomes e explicou como foi esse processo: “Muitas mulheres que eu sugeri, outras pessoas também sugeriram. Foram nomes que se repetiram pela importância que tem, pelo significado que tem na vida de um grupo ou de uma pessoa. Acho que a escolha foi feliz. Mas isso não é um grupo fechado, as outras mulheres também são importantes para a cidade“. (more…)
21-março-2010
Os alunos que já participam do Poupança Jovem falaram na última quinta-feira (18/3) sobre sua experiência no programa, em encontro com jovens interessados em participar da próxima turma. O evento ocorreu no CCBM – Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Durante a noite os alunos mais antigos falaram para os novatos um pouco sobre o que é fazer parte do Poupança Jovem, e o porquê de se fazer as oficinas oferecidas.
O programa do governo de Minas Gerais foi lançado em 2007 na cidade de Ribeirão das Neves, mas somente ano passado ele chegou a Juiz de Fora. O Poupança tem como objetivo a formação de jovens tanto no âmbito artístico como no profissional. Os jovens de escolas estaduais ingressam no Poupança Jovem a partir do primeiro ano do Ensino Médio e como incentivo o Governo do Estado concede para estes adolescentes uma bolsa de R$ 3 mil ao final do processo, que tem duração de três anos.
Segundo a aluna Izabela Fidelis do segundo ano, muitos entram no programa pensando somente no dinheiro, mas depois vêem que o Poupança não é somente isso: “Eu entrei no Poupança pensando muito mais no dinheiro do que na oficina de teatro que hoje eu faço parte, mas logo eu vi que era muito diferente do que eu pensava, então atualmente eu falo, mesmo se não existisse a bolsa de R$ 3 mil, eu faria a oficina, porque é um aprendizado enorme”.
Durante o evento foi apresentada também uma esquete teatral do Grupo Teatral Mendes Guttierrez\ Cia. Tralha chamada “A Farsa do Fanático Torcedor”, o grupo que tem como diretor o professor de teatro do Poupança, Alexandre Guttierrez, apresentou a peça para que os alunos tivessem um contato maior com o teatro e se motivassem a fazer a oficina.
Leia mais:
17-novembro-2009
Os amadores da sétima arte devem ter percebido que ultimamente os filmes em destaque são praticamente todos baseados em histórias vindas do mercado editorial. A quantidade de filmes indicados ao Oscar, cujo roteiro foi adaptado ou inspirado em livros, é cada vez maior.
Na lista de 2009 foram indicados os títulos O Leitor, romance de Bernhard Schlink, publicado em 1995, cuja adaptação cinematográfica concorreu a cinco estatuetas e ganhou uma, além do conto de Scott Fitzgerald que inspirou O Curioso Caso de Benjamin Button, indicado em 13 categorias e vencedor em 3. O tão comentado Quem Quer Ser um Milionário? foi o grande sucesso do ano, indicado a 10 estatuetas, destas garantiu 8, inclusive a de melhor filme. O longa é também baseado em uma obra literária, o Sua Resposta Vale um Bilhão, de Vikas Swarup. Além destes o filme Foi Apenas um Sonho, baseado no livro de Richard Yates também esteve no tapete vermelho indicado a três Oscars.
Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)
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