Cultura

3-novembro-2009

Crenças e superstições do imaginário popular

Laura Batista

Passar embaixo da escada dá má sorte. Espelho quebrado? Sete anos de azar. Para espantar coisas ruins, bater na madeira é o melhor remédio. Esses são alguns exemplos de superstições que fazem parte da crença popular e são passadas de geração a geração.

De acordo com o dicionário Aurélio, superstição é um sentimento religioso baseado no temor ou na ignorância, que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendices.

A antropologia, por sua vez, apresenta outra definição. Alguns autores evitam o uso dos termos superstição e crendice, por considerarem-nos preconceituosos e pejorativos. Segundo o antropólogo Fábio Ribeiro, do Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), por causa desse preconceito é muito difícil definir o que é superstição. Ele afirma que nós temos a tendência de achar que a crença do outro é supersticiosa e a nossa não. Por esse motivo, Fábio opta pela definição de que superstições são, na verdade, crenças que não fazem parte da lógica formal da ciência.

Fábio afirma ainda que, apesar de as crenças serem baseadas em tradições populares, não podem ser confundidas com o senso comum. Segundo ele, o senso comum segue relações de causa, já a superstição atribui às forças fora do normal -como destino e ritos mágicos - o motivo dos acontecimentos. Outra distinção importante de ser feita é, segundo Fábio, entre religião e superstição. A religião trata da vida espiritual, enquanto a superstição procura melhorar nossa vida na terra. Ele explica que essa última traz um benefício imediato, enquanto a primeira trata de assuntos divinos.

O excesso de crença em uma superstição também pode evoluir para um transtorno psicológico. O psicólogo Lélio Lourenço, também do ICH - UFJF, afirma que, muitas vezes, as superstições passam a ser um Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido como “TOC”. Segundo ele, quando as pessoas passam a ter um comportamento repetitivo frente a uma determinada situação, pode ter desenvolvido o “TOC”. Um exemplo é quando uma pessoa acredita tanto que o verde traz sorte, que toda vez que passa por algo dessa cor tem que encostar no objeto. Nesse caso, o transtorno surge em função de uma superstição, mas passa a ser compulsivo.

Saiba mais:

A história das principais superstições

O que é Transtorno Obsessivo Compulsivo

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2 comentários para “Crenças e superstições do imaginário popular”

  1. Bruno Fuser comentou em

    Certamente faltou foto feita pela aluna. Isso é um problema - a foto confere legitimidade ao texto, pois aproxima a informação com quem a transmitiu. Além de ser recurso para que o/a aluno/a não faça tudo por telefone.
    Por exemplo: foto de gato prweto, ao invés de reprodução do Google de gato preto; foto de quem evita passar por baixo de escada; quem se persigna quando passa defronte a uma igreja…

    O link interno “A história…” está com problemas de configurações. Retire a imagem para ver se resolve. Não crie novo post ou página.

    As duas fontes são da UFJF: por favor, explique a que departamento ou curso pertence. Identificar (nome completo ou o nome pelo qual a pessoa é mais conhecida) e qualificar (dar a profissão, onde trabalha) a fonte com precisão é sempre importante.

    Texto do abre ok, no geral. O texto do link “A história…” poderia ser link externo? De onde foi tirado? Você pode recuperar essa informação?

    Procurar pelo menos menos dois links externos que complementem a informação, no abre.

  2. Laura Batista comentou em

    Professor,

    Todas as correções foram realizadas. Obrigada.
    O texto do link “A história…”, como eu havia dito, foi produzido por mim através de dados de diversos sites.
    Os links externos foram criados: Antropologia - Comunidade Virtual de Antropologia; e Religião - Blog de Ciências da Religião.

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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)

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