17-novembro-2009
Os amadores da sétima arte devem ter percebido que ultimamente os filmes em destaque são praticamente todos baseados em histórias vindas do mercado editorial. A quantidade de filmes indicados ao Oscar, cujo roteiro foi adaptado ou inspirado em livros, é cada vez maior.
Na lista de 2009 foram indicados os títulos O Leitor, romance de Bernhard Schlink, publicado em 1995, cuja adaptação cinematográfica concorreu a cinco estatuetas e ganhou uma, além do conto de Scott Fitzgerald que inspirou O Curioso Caso de Benjamin Button, indicado em 13 categorias e vencedor em 3. O tão comentado Quem Quer Ser um Milionário? foi o grande sucesso do ano, indicado a 10 estatuetas, destas garantiu 8, inclusive a de melhor filme. O longa é também baseado em uma obra literária, o Sua Resposta Vale um Bilhão, de Vikas Swarup. Além destes o filme Foi Apenas um Sonho, baseado no livro de Richard Yates também esteve no tapete vermelho indicado a três Oscars.
O sucesso nas bilheterias vem garantindo cada vez mais o retorno nas livrarias também. Vários longas-metragens causam repercussão no meio editorial após serem retratados pela sétima arte. Como exemplo, o livro O Menino do Pijama Listrado de John Boyne teve as vendas ampliadas em 50% no grupo Livrarias Curitiba após a estréia nos cinemas. Outro título com bastante impacto nas vendas foi Marley & Eu da editora Prestígio. O livro foi lançado em 2006, mas depois de estreiar no cinema o volume de saídas dobrou nas livrarias nacionais.
Segundo Alison Martins, graduado em cinema, o interesse em ler a obra original após assistir a um filme pode ser facilmente explicada. “Os recursos audiovisuais cada vez mais avançados criam toda uma esfera de maravilha e encantamento para os olhos do espectador. É fácil se envolver com uma obra que utiliza de todos os efeitos especiais possível para criar ambientes possíveis somente no âmbito da imaginação. É por isso que livros, antes pouco procurados, tornam-se fenômeno de vendas após um bom trabalho cinematográfico.
Mesmo com as inúmeras possibilidades do cinema, os espectadores ainda sentem a necessidade e desejo em adquirir a verão original literária. Alison ressalta: “A busca por algo a mais no livro após assistir um filme, na verdade, mostra toda a complexidade e grandiosidade de uma obra literária. Um livro lido por 10 pessoas terão 10 visões diferentes”.
O mesmo aconteceu com o filme nacional Meu Nome Não é Johnny, obra original de Guilherme Fiúza, que antes do filme havia vendido 7 mil exemplares em todo Brasil, mas após a estréia da adaptação chegou a 70 mil no país.
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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)
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OK fotos, da própria aluna, abrindo e com créditos, legendas corretos.
Texto simples, objetivo, que precisa ser editado no que se refere a uma citação longa. A leitura do texto sobre as obras adaptadas ficou um pouco cansativo, mas não vejo como alterar. Do ponto de vista da correção, ok. Atenção apenas para, ao evitar sinônimos, não cair no uso de expressões muito formais.
Ultimamente, último… alterar.
Uma (estatueta). 3 ou três? 8, oito? Ver padrão Folha e. se for o caso, acertar.
A citação do graduado em cinema está muito longa. É necessário reduzi-la e/ou editá-la, retirando parte do discurso direto (entre aspas) e colocando o conteúdo como discurso indireto (sem aspas).
bad boy: coloque sem aspas. E no itálico.
Professor,
Todas os erros citados foram corrigidos.
Obrigada!