17-novembro-2009
A procura por concursos públicos aumenta cada vez mais. Candidatos recém-formados, graduados há mais tempo, concorrentes a um cargo público que exige segundo grau ou pessoas desiludidas com o trabalho atual compõem os perfis que encaram as provas. O objetivo é alcançar um cargo em órgãos públicos, tanto na esfera federal como nas Instituições estaduais. O termo que prevalece é a estabilidade, financeira ou profissional. E algumas medidas tentam uniformizar os procedimentos para a realização dos concursos, como o decreto 6.944/2009 que estabelece, desde agosto deste ano, o prazo de dois meses entre a divulgação do edital e a realização das provas. E prazos como estes fazem parte dos pontos favoráveis para a fomentação dos cursinhos preparatórios na cidade, pois os alunos ficam inseguros e procuram os cursos na busca da solução.

Adriana diz que após a aprovação do concurso pelo Ministério do Planejamento, as Instituições tem o prazo de seis meses para escolher a banca organizadora e publicar o edital
Em Juiz de Fora, cidade que acolhe estudantes de toda a zona da mata mineira e região, o número de cursinhos preparatórios tem aumentado. Eles são formatados e se especializam de acordo com os concursos vigentes. Podem oferecer aulas presenciais ou satelitárias. Alguns oferecem a oportunidade de opção para o aluno e apresentam os dois tipos de metodologia. Mas nem sempre as aulas são suficientes para adquirir o sonhado posto de trabalho. A proprietária de um cursinho na cidade, Adriana Lanna, diz que o aluno deve encarar as aulas como um facilitador para a conquista. “O estudo que vai levar a aprovação não é imediatista”. Ela conta que uma pesquisa solicitada por donos de cursinhos em Belo Horizonte comprovou que 92% dos aprovados em concursos naquela região estudaram sem o auxílio de professores. Apenas 8% pagaram um cursinho para se preparar. “Os alunos, quando disciplinados, nem sempre precisam de ajuda. Por isso vemos que existem muitos cursos na cidade, mas eles não estão lotados”, finaliza Adriana.
Hoje, para permanecer no mercado, os proprietários precisam apresentar atrativos aos candidatos. Muitos cursos oferecem descontos em pacotes de aulas, encontros de professores aos finais de semana com os alunos, atividades extras e aulas de véspera. Adriana explica que é interessante a propaganda que pode ser feita com o sucesso dos alunos. “Não queremos um aluno que permaneça cinco anos conosco. Para nós é mais lucrativo aquele que passa no concurso e traz novos alunos, uma vez que divulga a qualidade do nosso trabalho”, ressalta a proprietária.
Profissionais querem satisfação em cargos públicos
Falta professores especializados para aulas em cursinhos na cidade
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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)
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Também excelente texto e apuração. Fotos ok, sendo necessário uma pequena mudança numa delas.
As instituições tÊm… (Sobre o uso de maiúsculas, o que importa é a padronização do veículo; no nosso caso, consultar Manual da Folha.)
Atenção com termos pouco usuais: no lugar de fomentação, crescimento; a palavra satelitária pode ser substituída por via satélite…
Alterar ponto de corte do “mais”, para que fique um texto menor como “chamada”.
Se possível, cortar um pouco a foto da Raquel.
Correções não foram feitas.