Esportes

17-novembro-2009

Atletas trabalhadores

Hugo Delgado

Atletas se viram para se sustentar

Atletas se viram para se sustentar

No início de Novembro o jogador do Flamengo Petkovic fez uma visita a Juiz de Fora para inaugurar um de seus empreendimentos fora de campo (saiba mais). Não que ele esteja passando necessidades como o salário jogador, uma vez que ele ganha R$ 70 mil por mês. Mas, na altura dos seus 36 anos, ele já sabe que não vai viver para sempre de futebol.
Do outro lado, tem gente que bem queria, mas pode vir a nunca conseguir viver só do esporte como o craque sérvio. É o caso de milhares de pessoas no país que, devido à falta de incentivo financeiro, fazem uma jornada dupla (ou mais) de trabalho para se sustentar a si mesmos e a sua família. Não pensando no amanhã, como no caso do Petkovic, mas sim no hoje. E os juizforanos, infelizmente, não ficam de fora dessa realidade.


 É o caso do jogador Antônio Mattos, do Tupynambás de Juiz de Fora. Com 25 anos, o zagueiro se destaca nas partidas, mas nem por isso vive do esporte: “Seria um sonho me sustentar apenas do futebol. Mas o dinheiro não é o suficiente, então também trabalho como atendente de uma operadora na cidade”. Segundo Antônio, essa situação não é exclusiva dele: “Conheço vários atletas no futebol que também fazem o mesmo, inclusive no time que jogo. Se pudéssemos jogar em um time grande, como o Petkovic, não precisaríamos disso.”
 Jogar em um time grande e viver de fazer gols. A maioria das crianças teve, ou está tendo, esse sonho de profissão. Guilherme Pereira, 13 anos, faz escola de futebol e já competiu em vários torneios da cidade: “Eu quero ser jogador de futebol, e jogar no Botafogo que é o time que eu torço. Mas eu queria mesmo é jogar na Europa igual o Kaká.” Rodrigo Pereira, o pai da fera, não desmotiva o filho: “Essa é uma época da vida onde podemos sonhar. A única coisa que posso fazer é incentivar meu filho a fazer o que ele quer. Com a idade ele pode trocar, ou não, de opinião.” Rodrigo ainda cita que mesmo que o filho não venha a ser um jogador profissional, praticar exercícios e liberar energia nessa idade são muito importantes. “Quem sabe ele não participa dos Jogos Pan-Americanos Escolares ano que vem?” (saiba mais sobre os jogos)
 Se a falta de incentivo é assim no esporte mais popular do país, o que dizer sobre os atletas de outras áreas de atuação? Corredores, lutadores, e toda uma gama de atletas não conseguem focar somente no esporte e acabam desperdiçando talentos e esforço. Clique aqui e conheça outros profissionais na mesma situação.

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3 comentários para “Atletas trabalhadores”

  1. Bruno Fuser comentou em

    Ilustração sua, legal. Mas a foto é um elemento muito importante. A sensação que se tem é que a apuração foi feita toda por telefone ou msn. Não é só o professor que vê isso, o leitor também percebe, tanto que normalmente, quando é possível, textos como esse trazem fotos de fontes. Tente obter foto de arquivo com alguma das fontes, já ajudaria.
    Links externos em “nova janela”.
    Cobertura ok, fontes adequadas, que correspondem à pauta apresnetada. Bom texto, com estrutura coerente para a apresentação das informações.
    Atenção aos espaços entre parágrafos.
    Digitação:
    [como o] [com o]
    Colocar intertítulo antes de “Jogar…”.
    Faltou o link voltar nas páginas internas.
    A palavra novembro vem com inicial minúscula.

  2. Bruno Fuser comentou em

    Em tempo: reveja os títulos -

  3. Bruno Fuser comentou em

    Correções não foram feitas.

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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)

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