Especiais

30-novembro-2009

As armadilhas do uso indiscriminado dos remédios

Gabriel Miranda

Daniela Canin, Larissa Schuery, Laura Giordano, Luciana da Silva, Natália Guedes, Pablo Ribeiro

O uso descontrolado de medicamentos, com ou sem avaliação médica é uma das consequências que a vida moderna apresenta no comportamento dos indivíduos. Essas práticas, aliadas ao alto teor de informações disponíveis a toda população gera, por exemplo, apreensões, cada vez maiores, de remédios falsificados em Juiz de Fora.

Além disso, o número de pessoas que se automedicam e que buscam alternativas à medicina tradicional também tem apresentado aumento. Tratamentos independentes têm se tornado comum. As indústrias farmacêuticas encontraram na publicidade um meio de tornar os produtos mais presentes no cotidiano das pessoas e, a partir daí, os medicamentos passam a ser mais uma necessidade da sociedade do consumo. O faturamento do comércio farmacêutico, no Brasil, ultrapassa os 30 bilhões de reais e, em Juiz de Fora, mais de 1.400 profissionais atuam nesta indústria.

Farmácia Universitária atrai público com preço abaixo do mercado

As novas maneiras de organização social aliadas aos avanços tecnológicos têm facilitado o acesso às informações e criado uma independência dos pacientes aos receituários médicos. Segundo o clínico geral, Humberto Tavares, a automedicação tornou-se uma prática cada vez mais recorrente. “As pessoas buscam nas farmácias e drogarias, uma solução rápida e não onerosa para o tratamento das doenças atreladas às novas rotinas do cotidiano, inclusive as denominadas doenças modernas.” De acordo com Tavares, essas doenças da modernidade, acompanham o crescimento das atividades humanas, como o excesso de trabalho e a correria do dia-a-dia.

O crescimento do comércio farmacêutico acompanha o uso indiscriminado que os consumidores fazem dos medicamentos. Essa prática tem levado as empresas a investir cada vez mais nestes espaços: entrega em domicílio, funcionamento 24 horas e oferta de serviços como alimentação e perfumaria são algumas vantagens oferecidas. O gerente farmacêutico, Filipe Castro, afirma que é grande a procura por outros produtos além dos remédios. “Para atrair os consumidores, a gente entrega na casa do cliente e procura investir em outras necessidades. Oferecemos revistas, cartões de telefonia, bebidas, alimentos e produtos de beleza.”

Farmácias exploram vendas de ervas e compostos emagrecedores

Farmácias exploram vendas de ervas e compostos emagrecedores

Para os que preferem não freqüentar as farmácias, a medicina alternativa é uma opção aos tratamentos químicos. As terapias orientais, a literatura de auto-ajuda e os tratamentos homeopáticos e alopáticos são muito procuradas pelas pessoas que recorrem aos métodos naturais ao invés do uso de remédios industrializados. Saiba mais.

Porém, mesmo com a presença desses tratamentos alternativos, ainda há aqueles que não abandonam os medicamentos convencionais. Para ter acesso a esses produtos muitos recorrem ao comércio ilegal: remédios de venda controlada ou impróprios para o consumo humano são uma alternativa para as pessoas que não possuem receita, mas desejam fazer uso do tratamento. De acordo com o médico Humberto Tavares, esses produtos podem representar um risco para a saúde. “O uso descontrolado de medicamentos sem prescrição pode trazer sérios problemas e até levar à morte.”

Drogarias de Juiz de Fora são notificadas por venda irregular de remédios

Venda de remédios aumenta faturamento das farmácias em todo o país

(Gabriel Miranda, Luciana da Silva)

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8 comentários para “As armadilhas do uso indiscriminado dos remédios”

  1. Luciene Tófoli comentou em

    Aos editores Gabriel e Luciana,
    precisamos fazer alguns ajustes na reportagem:

    Na matéria principal, sugiro mudança no primeiro parágrafo, que está um grande nariz-de-cera. A matéria é rica em dados e personagens que podem tornar a leitura mais atrativa. Não trata-se de repetirmos os dados ou personagens, mas aproveitarmos um ângulo interessante e/ou representativo que possa nos levar de uma situação particular para a geral.
    Verificar, por favor, se o correto é “entrega a domicílio ou em domicílio”
    “O crescimento do comércio farmacêutico acompanha a tendência moderna do uso constante dos medicamentos. Isso leva ao investimento cada vez mais assíduo nesses espaços: entrega a domicílio, funcionamento 24 horas e oferta de serviços como alimentação e perfumaria são algumas vantagens oferecidas.” (peço que revisem este trecho. Acredito que a redação possa ficar melhor.)
    “Para os que preferem não freqüentar as farmácias, a medicina alternativa é uma opção para os tratamentos químicos. Na verdade, “é uma opção aos tratamento químicos…”
    “os tratamentos homeopatas e alopatas são muito procuradas” (homeopáticos e alopáticos)
    Tem um “Saiba mais” que não aponta para nada.
    A legenda da segunda foto não condiz com a mesma. Precisamos mudar a legenda ou a foto. Sugiro que mudemos a foto. Não faltam exemplos de farmácia que exploram realmente o alternativo. Exemplo(fictício): “chá de 908 ervas emagrecem em três horas”

  2. Luciene Tófoli comentou em

    LINK AUTOMEDICAÇÃO

    É preciso corrigir a concordância: “A maioria dos remédios que precisam”
    A entrevista em vídeo da farmacêutica ficou repetitiva. Grande parte do que ela diz está no texto. Deveria ter sido mais explorada a questão dos medicamentos naturais, que as pessoas pensam não fazerem qualquer mal à saúde. Será que temos um trecho maior sobre isso?

  3. Luciene Tófoli comentou em

    LINK EXCESSO DE INFORMAÇÕES
    Acredito que o verbo ajudar ficaria melhor no trecho “que cooperam”
    No trecho “uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde afirmou …” (verbo no presente)
    A redação deste trecho também pode ser melhorada: “Com origem na mente e no descontrole, elas acabam prejudicando a produção de substratos químicos que visam a proteção.”
    Vírgula depois desse trecho: “Para a psicóloga Aparecida Souza”
    “Mesmo sabendo que estava melhorando com auxílio da psicologia e que o meu comportamento e minha alimentação era a chave para a cura, não consegui abandonar os remédios”, conta a dona de casa. (eram a cura)

  4. Luciene Tófoli comentou em

    LINK VENDA IRREGULAR

    “mostram em 2008” - Falta um conectivo
    “foram apreendidos 234 medicamento irregulares”, ( falta o s)
    Verifiquei que o repórter Pablo sempre assinou Ribeiro e não Cordeiro. Vamos manter como antes para não dar a impressão de ser outra pessoa.

  5. Luciene Tófoli comentou em

    LINK – TERAPIAS ALTERNATIVAS
    A medicina tradicional e alopatia – ( e a medicação alopática)
    “São tratamentos desenvolvidos de forma natural, sem agredir o organismo humano com medicações, químicas e cirurgias.” Retirar a vírgula depois de medicações.
    Regina Andrade entre vírgulas
    A maioria dessas opções de tratamentos ainda não são aceitas pelos médicos mais tradicionais. (ainda não é aceita)
    Este trecho pode e deve ser melhorado. Cuidado com a repetição de palavras: A maioria dessas opções de tratamentos ainda não são aceitas pelos médicos mais tradicionais. A ciência tradicional ainda não confirmou a eficácia de muitas das técnicas alternativas. O médico homeopata Fernando Santos explica que já houve rejeição mais acirrada.
    Corrigir a grafia de “aculpultura”
    “Para a dona de casa Maria Helena Soares, 57, a homeopatia foi o complemento que precisava após anos com uso de remédios fortes.” A homeopatia foi o complemento? OU será a alternativa?
    Mesmo com a melhora evidente Maria Helena não abandonou os remédios e, diariamente, toma medicação para controlar a pressão alta. Falta vírgula depois de evidente.

  6. Gabriel Miranda comentou em

    Luciene, todas as alterações sugeridas foram realizadas.
    Falta somente a produção de uma nova foto. Vamos providenciar.

    Obrigado,
    Gabriel

  7. Gabriel Miranda comentou em

    Nova foto postada.

  8. Luciene Tófoli comentou em

    Ok e obrigada.

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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)

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