4-dezembro-2009
Quando cruzaram o oceano em direção à terra brasileira, os 1193 germânicos, a bordo de cinco veleiros, certamente esperavam mudar de vida, começar do zero e realizar seus sonhos. Homens, mulheres e crianças tiveram a coragem e a esperança necessárias para dar início a uma fantástica aventura iniciada meses atrás nos portos de Hamburgo e Bremen, na Alemanha.
“Era uma saga quase que comum”, comenta Roberto Dilly, historiador e diretor do Instituto Teuto-Brasileiro William Dilly. Os trisavós de Roberto emigraram para o Brasil em uma daquelas cinco embarcações. Fizeram parte da primeira grande migração estrangeira do estado de Minas Gerais. O destino final seria a Juiz de Fora do ano 1858.
Emancipada de Barbacena em 1850 e constituída município seis anos depois, a região habitada às margens do Paraibuna era uma cidade-criança. Acompanhar seus primeiros passos e destacá-la no futuro seria a segunda parte da saga daqueles germânicos pioneiros. “Para se ter uma ideia do impacto que a colonização germânica causou nesta cidade, basta saber que Juiz de Fora, em sua área urbana, tinha 600 habitantes. De um dia para o outro, essa população praticamente dobrou”, completa Dilly.
Corria pela cidade um repertório de lendas a respeito destes colonos, preconceito causado por um fato inédito: a metade dos imigrantes era luterana – provavelmente, os primeiros protestantes a chegarem nestas terras! Embora Teófilo Otoni tenha fundado, dois anos antes, a colônia alemã Nova Filadélfia às margens do Rio Mucuri, a vinda de famílias luteranas e católicas à Juiz de Fora foi uma exigência do imperador Dom Pedro II. A Alemanha era a pátria da imperatriz Teresa Cristina.
Contratados pelos agenciadores de Mariano Procópio Ferreira Lage (se você é juizforano, com certeza já ouviu este nome), as famílias germânicas se estabeleceram em terras onde hoje estão os bairros Fábrica, Mariano Procópio, Borboleta e São Pedro. “A idéia original era formar uma comunidade agrícola”, afirma Rita Couto, jornalista e diretora do acervo do Instituto William Dilly. Porém, a Colônia Agrícola Alemã Dom Pedro II fez jus à função por pouco tempo. Possuidores de ofícios diversos, os colonos foram logo aproveitados na construção da Estrada União e Indústria, ligação entre Juiz de Fora e a cidade de Petrópolis.
Três anos depois, em 1861, a estrada é inaugurada e os trabalhadores deixados à própria sorte. Souberam, entretanto, aproveitar a oportunidade: ajudaram a tornar Juiz de Fora uma cidade industrial e vanguardista, preparada para receber, no fim daquele século, o título de Manchester Mineira. A partir de então, a comunidade germânica conheceria a derrocada. As duas guerras mundiais abalariam as relações entre a colônia e o restante da cidade. A cultura germânica seria revitalizada somente no fim do século XX, com a Festa Alemã, evento de grande apelo popular em Juiz de Fora.
Entusiasta e profundo conhecedor do papel imigrante nas raízes juizforanas, Roberto Dilly dirige um acervo com quase 4 mil imagens da trajetória germânica. Uma paixão surgida graças ao incentivo da avó, Maria do Carmo. “Sou grato a ela por ter construído o historiador que sou hoje. O amor pela história local começa através do amor pelas histórias de família”, afirma.
A mais recente empreitada de Roberto atende pelo nome de Henrique Halfeld. Uma biografia do fundador de Juiz de Fora está em fase final de revisão. São mais de setecentas páginas sobre a vida do engenheiro visionário que, muito antes da chegada dos colonos alemães, fez surgir uma cidade a partir de uma avenida em linha reta – num tempo em que as ruas da província das Minas Gerais eram tediosamente tortuosas.
A origem de Henrique Halfeld? Alemanha.
(Arthur Daniel)
Ouça abaixo Roberto Dilly explicando a origem de sua paixão pela História.
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Conheça um pouco da história da arquitetura alemã em Juiz de Fora.
Saiba como os jovens descendentes de imigrantes alemães mantêm viva a cultura germânica.
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Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)
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Praticamente não há links externos: faltou trabalho de pesquisa, pelo visto foi totalmente esquecido.
A produção de vídeo deixou a desejar: foi solicitada a produção de dois vídeos, inclusive com opções de pauta, a especial trouxe apenas um.
Há erro generalizado de falta de espaço entre parágrafos. Corrigi no abre e links do Arthur.
Há várias fotos que estão estourando.
Matérias da Ana Roriz têm erros de português; a galeria de fotos tem erros de português.
O slide show não tem o “Voltar”.
Faltou chamada para o vídeo no abre.
Abre Arthur
Uma crase errada: à Juiz
No abre, a Festa Alemã está como criada no final do século 20, mas no link Décadas sombrias está como criada em 1969 - não exatamente final do século, certo?
No abre, século XX, em algarismos romanos. Em Comunhão sombria, século 19, algarismos arábicos.
Link interno 1: Comunhão teuto-juizforana
Também do Arthur
Foto do Vincens está estourando
Áudio Roberto Dilly: ok, sem repetição com texto (1min10s)
Diogo
A galeria de fotos está excelente, mas a frase “Clique na foto abaixo…” está quase ilegível na visualização noturna (após as 19h).
Na foto das chaminés há duas vezes a palavra “restaram”: “… as duas chaminés principais que restaram do que restou da…”. Essa palavra também está também repetida na legenda da foto anterior.
Na legenda da foto da igreja do Borboleta a primeira vírgula separa sujeito de verbo. A legenda da foto da casa com janelas e porta azuis também comete o mesmo erro.
Foto 360º Cervejaria
(Link está dividido?)
Não há opção “Voltar”
Matéria Juventude
“aonde nasceram”: o correto é “onde nasceram”.
“Os adolescentes que buscam por essas informações, foram…”; não deve existir essa vírgula. Idem em “O estudante Breno Cardoso, teve…”. Fala do Breno muito longa.
Link desta matéria estava com erro de formatação, em Times, e não na fonte padrão (corrigi apenas copiando do bloco de notas). Foto da Débora está estourando; a legenda está com erro (”as 6 anos de idade”, e não “aos seis anos”).
Matéria cervejas (Daisy):
Link “A produção…”: cerveja barbante, e não Barbante, no final do texto.
No link “A Cervejaria Barbante” há um link “imigração alemã” com erro, não funciona.
Matéria Festa Alemã (Amanda)
Está estourando a foto de abertura.
O Presidente… fora do padrão da Folha: O presidente…
O texto traz “a II Guerra Mundial”. Em outro texto da especial está Primeira Guerra Mundial. Faltou uniformizar a partir da verificação do padrão da Folha.
Link “A nova Festa…”:
A foto também está estourando.
De novo, Presidente da Associação.
“…tendo este ano, além dos tradicionais grupos de dança alemã, com apresentações…”; há erro de edição.
Stands ou estandes?
No título, Bairro Borboleta, no texto, bairro Borboleta.