Cotidiano

17-novembro-2008

Na hora do vestibular, o melhor é não inventar

Frederico Andrade

Fim de ano é época de festejar o natal e o ano novo, trocar presentes, viajar para a praia e curtir as férias. No entanto, para alguns, a única coisa que lhes vem a cabeça é o vestibular. Na UFJF, por exemplo, as provas da primeira fase acontecem nos dias seis e sete de dezembro, enquanto as da segunda, assim como os três módulos do Pism, serão realizados entre os dias 20 e 23 do mesmo mês. Nesta reta final, o stress pode tomar conta da maioria dos vestibulandos, que dedicaram um ano, ou mais, de suas vidas estudando para conquistar a tão sonhada vaga na universidade.

Para a psicóloga Eliana Balena, que trabalha há 15 anos no colégio e curso Cave, não há uma receita pronta para relaxar, que sirva para todas as pessoas. “Cada um se sente melhor de um jeito. O importante agora é não fazer experiências, deve-se fazer (em relação aos estudos e ao descanso) o que se está acostumado”, afirma. Eliana lembra, ainda, que não é interessante para o vestibulando estudar horas sem parar, virando noites, achando que vai ‘recuperar o tempo perdido’. “O ideal é encontrar o equilíbrio entre o emocional, o físico e o intelectual”, ressalta a psicóloga.

Eliana exalta a mudança da UFJF, que este ano vai realizar as duas etapas do vestibular mais próximas, sendo ambas antes do natal: “Quando a segunda fase do vestibular era no meio de janeiro, os vestibulandos passavam o natal e o ano novo ansiosos com as provas, poucos conseguiam relaxar. Essa iniciativa da UFJF deve ser comemorada”. Ela afirma, ainda, que nesse momento não é hora de ficar pensando nos concorrentes. “O candidato deve pensar apenas em si mesmo, se ele ficar preocupado em quantas horas os outros estão estudando, ele só irá se prejudicar”, ensina.

Para evitar o nervosismo na hora das provas, Eliana aconselha aos candidatos que cheguem com antecedência ao local da avaliação e que que não deixem para arrumar o material, como lápis, caneta e comprovante de inscrição, entre outros, na hora que estiverem saindo de casa: “Se uma pessoa está com tudo organizado, ela evita o stress. Além disso é importante saber que esquecer e errar são humanos e pode acontecer com qualquer um”.

Outro fator importante, segundo a psicóloga, é administrar o tempo da prova. “O vestibulando não deve se desgastar com as questões que não sabe, correndo o risco de perder tempo para resolver os execícios das matérias que tem maior conhecimento. Se não sabe, ele deve pular o exercício e voltar quando tiver terminado o resto da prova”, destaca. Na hora da prova, também é recomendado que se comece pelo conteúdo mais fácil para o vestibulando, aquele que domine melhor. “Assim ele ganha mais confiança para as outras questões, mas isso também pode variar de pessoa para pessoa”, completa.

A estudante do 3º ano científico, Ana Beatriz Pontes, de 18 anos, vai prestar vestibular para Comunicação

Ana Beatriz diz que os dois primeiros módulos do Pism lhe ajudaram para relaxar

Ana Beatriz diz que os dois primeiros módulos do Pism lhe ajudaram a relaxar na hora da prova

Social. Ela fez os módulos um e dois do Pism e, mesmo não tendo conseguido boas notas, o que a obrigou a optar pelo vestibular tradicional, diz que a experiência foi válida. “No primeiro Pism fiquei muito nervosa, acho que por ser a primeira vez, no segundo já não fiquei tão preocupada e acho que não terei problemas de stress desta vez” afirma. Ana Beatriz estuda, em média, quatro horas por dia e intensificou seus estudos na reta final do vestibular. “Quando começou o intensivo do colégio, comecei a estudar mais. Não estudei muito para o Pism e não quero cometer o mesmo erro”, explica.

Já Guilherme Schmidt, de 18 anos, que quer ser engenheiro civil, diz que não fica nervoso na hora dos exames, apenas “ansioso” e, para distrair, gosta de conversar com os amigos antes de começar as provas. Em média ele estuda três horas por dia. “Na medida em que vai chegando mais perto do vestibular, vou priorizando certas matérias e foco nos principais conteúdos, além de pegar provas de anos anteriores e resolvê-las”. Guilherme também admite que gosta de relembrar os conteúdos na véspera das provas. “Costumo pegar algumas fórmulas mais trabalhosas e tentar gravar, mas não releio uma matéria inteira”, informa.

Não deixe que o stress também atrapalhe seus estudos

Você pode acompanhar os comentários desse post através do feed RSS 2.0.

Você pode comentar ou mandar um trackback do seu site pra cá.

4 comentários para “Na hora do vestibular, o melhor é não inventar”

  1. Nickole comentou em

    Gostei da matéria. Acho que você apurou bem, com mais de uma fonte, o que enriquece a matéria. Senti falta de um link interno com alguma informação complementar. Apenas alguns comentários:
    - No primeiro parágrafo a frase “…o stress pode, mas não deve, tomar conta da maioria dos vestibulandos…” ficou um pouco opinativa. Acho que se você tirasse o “mas não deve” ficaria melhor.
    - No segundo parágrafo depois da palavra “relaxar” acho que não tem vírgula.
    - No terceiro parágrafo antes da fala “Quando a segunda fase …” coloque dois pontos.
    - Como na maioria das falas da psicologa você colocou a estrutura fala + um verbo complentando, por exemplo: “…o que se está acostumado”, afirma.” ou “… ele só irá se prejudicar”, ensina”, acho melhor você alterar algumas como a fala do quarto parágrafo colocando dois pontos e encerrando a fala com ponto final. “… estiverem saindo de casa: “Se uma pessoa está com tudo organizado, ela evita o stress. Além disso é importante saber que esquecer e errar são humanos e pode acontecer com qualquer um.”
    - No quinto parágrafo após a palavra “conhecimento” é melhor ter um ponto. “…maior conhecimento. Se não sabe, ele deve pular…” Nessa frase também é melhor colocar dois pontos na fala da psicologa e terminar com ponto final.
    - No último parágrafo na frase “Em média ele estuda três horas por dia e, na medida em que vai “chegando mais perto do vestibular…” ficou um pouco confuso porque você misturou a sua frase com a fala do estudante. Seria melhor se você estruturasse de outro jeito como, por exemplo: “Em média ele estuda três horas por dia: “Na medida em que vai chegando mais perto do vestibular, vou priorizando certas matérias …”
    - A segunda foto está com o tamanho incorreto. Como você já me disse que está com dúvidas, no próximo encontro eu te explico como alterá-la.

  2. Frederico comentou em

    Fiz as correções que você citou, mas a do segundo parágrafo, depois da palavra “relaxar” acho que cabe aquela vírgula.
    Já a foto, eu sei diminuí-la no texto, o que eu disse que não sei fazer é alterar o tamanho que a foto abre. Você quer que diminua quanto?

  3. Nickole comentou em

    Sobre a foto talvez eu não tenha me expressado bem pois é alterá-la quando abre mesmo. O tamanho no texto está bom. Quando abre é que ela está grande demais.

  4. fuser comentou em

    Muito bem, no geral bom texto. Algumas observações:
    Faltou elementos de imagem que acompnhassem o texto. Apenas uma foto feita pelo autor da matéria. É pouco. E, além disso, não é foto da principal fonte, que é a psicóloga.
    Creio ter faltado entrevistar um educador, ou outra fonte além da psicóloga – por exemplo, entrevista com quem tem experiência de organizar ou elaborar provas de vestibular. Isso fica claro pela extensão dos dados trazidos pela psicóloga. Se parte dessa abordagem fosse feita por outra fonte dava uma maior leveza na leitura.

    Faltou “quebrar” o texto, que está longo, em um link interno. Um momento de fazer isso é quando o texto fala da estudante Ana Beatriz Pontes – muda-se ali a fonte, há uma possibilidade tranqüila de se criar link interno.

    Outra alternativa – que não exclui a anterior – é abrir link interno com os dois parágrafos finais das recomendações da psicóloga, antes da fala da estudante Ana Beatriz.

    De fato, como afirma a Nickole, faltam links externos – e sobre essa questão tem muita coisa, deveria haver aí um esforço de pesquisa.

    Stress – aparece várias vezes. É estresse, ou stress mas em itálico.

    Na frase que começa com “Para evitar o nervosismo na hora das provas…”, tem dois “que”: “…com antecedência ao local da avaliação e que que”. Corrigir.

    Mesmo que a fonte tenha dito “…esquecer e errar são humanos”, está muito feio. Por favor, tire das aspas e reescreva o parágrafo. A primeira parte da citação pode ser dispensada, pois apenas reforça o que o texto já havia informado. Assim, sugiro:
    [Para evitar o nervosismo na hora das provas, Eliana aconselha aos candidatos que cheguem com antecedência ao local da avaliação e que não deixem para arrumar o material, como lápis, caneta e comprovante de inscrição, entre outros, na hora que estiverem saindo de casa, o que evita o estresse. Além do mais, lembra Eliana, eles devem saber que errar e esquecer é humano e pode acontecer com qualquer um.]

    Sobre a foto, não entendo: tivemos aula, bastaria me perguntar como se altera o tamanho da foto.Hoje à noite é outra oportunidade para fazê-lo. Sobre o tamanho, já expliquei em aula e estou, como sempre, disposto a fazê-lo novamente…

Deixe um comentário

Produção laboratorial em Jornalismo Hipermídia, Faculdade de Comunicação Social (UFJF). Matérias e reportagens locais, além de reflexões sobre os fazeres jornalísticos em sua relação com as tecnologias. Coordenação: Profa. Ms. Luciene Tófoli e Prof. Dr. Bruno Fuser. (De 2008 a 2009, Profa. Ms. Diana Paula de Souza.)

Pesquisar